“Bandidos são aqueles que recebem mais de Akz 500 milhões para realizar o CANFEU” – Líderes juvenis reagem aos pronunciamentos de Crispiniano
O primeiro secretário nacional da JMPLA, Crispiniano dos Santos, é daqueles indivíduos que se expressam melhor quando estão calados. Quando fala, da sua boca só saem “cobras e lagartos”, o que demonstra bem a pequenez da sua mentalidade e o quão mesquinho é o seu carácter.
Por: Na Mira do Crime
Crispiniano, ao afirmar no domingo (22) que a JMPLA é a única organização juvenil do país, porque “as demais são meras associações criminosas que patrocinam o vandalismo do património público", ao contrário do que pensa, simplesmente prestou um mau trabalho ao seu próprio partido.
“Estar sempre na vanguarda”, não significa ser melhor e a JMPLA está na vanguarda sim das práticas negativas e criminosas. Membros da sociedade civil enviam um recado a Crispiniano e aconselham-no a rever melhor as suas verborreias antes de destilar veneno, como o fez, porque a JMPLA, ao longo dos tempos, foi perdendo a sua essência, perdeu a matriz da sua criação e a orientação que a norteava.
Embora tenha dito que falava “sem medo de errar”, errou sim ao afirmar que “a JMPLA é a única organização juvenil do País e não existe outra, que é a única que doa sangue para salvar vidas, é a única que prepara a juventude para o ensino superior, é a única comprometida com a causa da juventude, a única que planta árvores, tendo em vista as alterações climáticas”, entre outros arrotos compulsivos.
A opinião pública considera os pronunciamentos do primeiro secretário nacional da JMPLA de uma “ingenuidade confrangedora”, ou seja, uma aberração sem tamanho.
Hoje por hoje, jogar para cima dos cidadãos mentiras tão grosseiras, propaganda enganosa tão baixa, já não colhe.
Para alguém que se diz “líder juvenil” da actualidade e que dirige uma (des)organização tão “desproporcional”, a sua postura intelectual e de dirigente deixa bastante a desejar, o que realmente é uma pena para um jovem que devia cultivar-se muito mais.
A sabedoria popular aconselha a não falar mal da vida dos outros quando a tua é pior! Esqueceu-se o líder juvenil do partido no poder ao afirmar que “as demais (organizações juvenis do País) são meras associações criminosas", que a gênese dos malabarismos começa na sua agremiação que tudo manipula, distorce, inventa cenários falsos e incrimina inocentes, só para se darem bem e parecerem que são os melhores.
Crispiniano dos Santos quer fazer crer que “as outras organizações juvenis promovem instabilidade, atentam contra a ordem social, queimando pneus nas ruas, destruindo património público que custou o dinheiro de todos os angolanos de Cabinda ao Cunene", quando na realidade são eles que instrumentalizam os jovens, sob batuta dos Serviços de Informação e Segurança de Estado (SINSE), para infiltrarem-se nas manifestações e/ou demais actividades orgnizadas por outros para criarem vandalismo, arruaças, destruição de bens públicos, criar violência que acaba em tragédia, com feridos, mortos e pessoas presas.
O CNJ (Conselho Nacional da Juventude), desde a sua criação, sempre foi um instrumento utilizado pela JMPLA, que a domina e impõe a sua vontade às demais organizações membros do conselho.
Actualmente, o presidente do CNJ, Isaías Kalunga, tem sido descrito negativamente, tanto por cidadãos singulares, como por diversas organizações juvenis, de carácter político e da sociedade civil, pelos malabarismos com que lida com os problemas sociais, não só da juventude, mas também com os das famílias, que acabam por ser lesadas com as sujas jogadas de “chiquito” que se acha empoleirado no “galho mais alto” e não pode ser atingido.
Nos últimos dias, várias são as acusações contra Isaías Kalunga, que é, sobretudo, apontado como um indivíduo dúbio, mentiroso, de carácter rasteiro, que, para obter o máximo de benefícios, não se importa de criar cenários que lesem seja quem for que cruze o “seu caminho”.
As políticas sociais em Angola vão de mal a pior, porquanto, dirigentes responsáveis por agilizar e/ou resolver os problemas que mais afligem os cidadãos, aproveitam-se para conturbar ainda mais as situações, fazendo-se passar por “salvadores da Pátria”, obtendo para si mesmos os maiores benefícios. Um desses “chicos espertos”, que está a deixar a sociedade por demais agastada, é Isaías Kalunga, presidente do Conselho Nacional da Juventude (CNJ). Nesta onda de malabarismos, em que Isaías Kalunga, a nível do CNJ, tem-se passado por “rei” e “dono absoluto da razão”, instalou um sistema de divisionismo, incrementando o ódio entre diferentes instituições que integram o CNJ.
A própria JMPLA foi “demitida” por Kalunga, que a ofuscou até no seio do próprio partido de que é o “braço juvenil”, ou seja, o CNJ tem tido mais protagonismo nas malabarices que o seu mentor.
Isaías Kalunga é acusado de se ter apropriado de 20 apartamentos nas torres da urbanização Vida Pacífica, ao Zango Zero.
Como tem sido referido por diversas fontes da sociedade, o processo de distribuição das referidas residências naquela centralidade, está repleto de vícios, dentre os quais corrupção e favoritismo.
Kalunga, no que toca às residências destinadas à juventude e à cidadãos que muito contribuíram para o país mas que até aos dias actuais não possuem casa própria, tem optado em favorecer amigos e gente que o apoiou quando da sua eleição para presidente do Conselho Nacional da Juventude (CNJ), entre outros bajuladores, assim como alguns supostos jornalistas (mercenários), alguns dos quais são detentores de 10 apartamentos, tanto na Vida Pacífica, como em outras centralidades, tal como na do Sequele, do Kalawenda, Marconi e do KK5000.
Tomás Bica, também ex-dirigente juvenil do MPLA, recentemente demitido do cargo de administrador municipal do Cazenga, é igualmente apontado de estar “mancomunado” com Kalunga e de ser um dos maiores aproveitadores do “esquema” de apoderamento, trespasses e vendas ilegais de apartamentos nas diversas centralidades.
Tal como o seu comparsa do CNJ, Bica é apontado de possuir mais de 20 apartamentos e moradias, um “esquema” extensivo a outros dirigentes do partido no poder e do seu braço juvenil.
Quanto às demais organizações juvenis, sejam elas partidárias ou ligadas à sociedade civil, tal como acusa Crispiniano, devido à conjuntura que se instalou na sociedade angolana, com uma ou outra excepção, também vão-se aproveitando do sistema para tirar os seus benefícios.
Reacções: Os líderes das organizações juvenis da UNITA e da FNLA, na oposição, devolvem as acusações a Crispiniano dos Santos, enquanto o Movimento dos Estudantes Angolanos (MEA) diz que "bandidos" são aqueles que recebem mais de 500 milhões de kwanzas para realizar um campo de férias e não se sabe para onde foi o dinheiro.
O secretário-geral da organização juvenil da UNITA, JURA, não demorou em reagir e considera “uma intervenção bastante infeliz, na medida em que quem o faz desconhece o que é a política e o seu panorama real; tentar descredibilizar organizações civis e políticas que constituem a maior força e esperança da juventude angolana é apenas uma utopia e de um jovem que não tem condições de líder, anda perdido na missão e quer chamar atenção aos seus chefes porque ainda está aí para poder sobreviver”, afirmou Nelito Ekuikui.
Quem também condena a reacção do primeiro secretário nacional da JMPLA, é o secretário nacional da JFNLA, Kiaku Kiala que classifica essas declarações de criminosas.
“Isso não condiz com a verdade e é crime, o rapaz ainda é muito miúdo e não sabe o que diz, não sabe o que pode oferecer do ponto de vista negativo”, apontou Kiala.
Por seu lado, o presidente do Movimento dos Estudantes Angolanos, Francisco Teixeira, lamenta a posição de Crispiniano dos Santos e diz que os bandidos são aqueles que recebem mais de 500 milhões de kwanzas para realizar o CANFEU (Campo Nacional de Férias dos Estudantes Universitários), e não apresentam nenhum relatório, não apresentam nenhuma solução para os problemas da juventude.
"Bandidos são eles que promovem o roubo do erário, a prostituição, a bebedeira, com o dinheiro que podia ser investido em coisas mais sérias”, conclui Teixeira.











